domingo, 1 de julho de 2007

As Evas da sociedade

Existe uma palavra muito curiosa no dicionário:

cínico (a)

Mas afinal o que faz as pessoas tornarem-se cínicas no dia-a-dia?
O porquê de tanta cobardia e mentiras?

A verdade é que actualmente não vivemos em sociedade mas antes em constante guerra com o parceiro. E na guerra vale tudo, até matar o parceiro servindo-se dele como escudo para não sermos alvejados. Na vida terrena a mentira é a arma mais poderosa para derrotar o parceiro, é como uma bomba nuclear que quando estoura e espalha a radioactividade num raio considerável deixando marcas visiveis durante uma eternidade até que leva à morte. O problema maior é quando esta bomba atinge os inocentes que sofrem eternamente por causas muitas vezes desconhecidas.
Hoje fui alvo de uma bomba nuclear, que afectou um raio de cerca de 50km....
Causa desconhecida, talvez por vingança, ódio, frustração, kem sabe...eu não consigo compreender. Apenas dei por mim afectado por um ataque de estupidez vindo do lado este da sociedade que dizimou por completo um n´ainda por desvendar de vítmas. Não fiquei minimamente preocupado com as minhas feridas, pois afinal sou um guerreiro da vida habituado com as chagas intrínsecas da guerra. Estava preocupado com os inocentes que foram apanhados por tabela. Foi triste...eis que me deparo neste momento a pensar...por meio dessas vitimas, recordo-me em particular de uma criancinha, um ser vivo inocente sem maldade, desvastado com feridas e cortes profundos na sua alma. Eis que me aproximo do pobre miudo. Este, revela-se um pouco confuso e amedrontado e à medida que me aproximo do ser, pergunto-me a mim mesmo: "Onde estarão os teus pais? Nisto mergulho nos olhos do pequeno ser e de repente parece que sou engolido para uma 10ª dimensão e encontro novamente este pequeno ser a correr e a saltar num contentamento desmedido. Entretanto dirige-se para mim e sorri uma palavra que mexeu profundamente comigo: "Papá...". Contudo a criança dá-me a mão e puxa por mim...e momentaneamente senti-me possuído por uma força que se apoderou dos meus membros e nos fez caminhar apressadamente em direcção a um jardim. Para minha surpresa encontramos uma entidade à qual o miúdo parecia chamar de Mãe. A criatura estava cabisbaixa, sentada à margem de um lago com um véu branco de carapuço que lhe cobria todo o corpo. Por instantes julguei estar no céu e ter encontrado um anjo..então eis que tento abordar o anjo de mão dada com a criança. Chamei de senhora e não obtive resposta, a criança com ar triste olha para mim com os seus lindos olhos reluzentes e embebidos em água pura de sentimentos chegando-se perto das minhas pernas e olhando para cima. Contudo resolvo agarra-lo e aproximá-lo da mãe. A mãe ainda sem revelar a cara nem se movia. Achei estranho que à medida que me aproximava a criança parecia estar cada vez mais assustada e eis que começa a chorar. Chegando a um estado de impaciência resolvo abordá-la de outra forma, tirando-lhe o carapuço do lindo véu acetinado ao mesmo tempo baixando-me para ver sua face. Não sei o que vi, fiquei horrorizado e destruído quando apercebo-me que se tratava não de um anjo mas antes de uma cabeça de serpente fundida no corpo de uma bela mulher que impulsivamente lança sua língua venenosa em tom sombrio e assustador. Os seus olhos eram vermelhos cor de sangue e sua pele era escamosa e seca. Meteu-me medo...foi apenas 1 segundo até tirar estas conclusões neste momento que mais pareceu uma eternidade. Nisto, caio na realidade da 10ªdimensão, agarro a criança assustada e corro insaciavelmente para bem longe dali e nisto o panorama muda, vejo-me sugado por uma força superior que nos suga para uma realidade galáctica que nos expulsa para a realidade da vida e quando dou por mim voltei ao inicio, ou seja, olhar para a criança após o ataque nuclear. Incrível...a criança já não apresentava feridas e encontrava-se sorridente com os olhos arregalados de alegria. Nisto a criança abraça-me...de momento estava em choque não sabia o que fazer, mas confesso que já não sentia tantos sentimentos juntos há muito tempo..
Para terminar esta odisseia fujo dos meus pensamentos e desejos insaciáveis de lutar contra esta sociedade e acolho aquela criança como sendo o meu anjo da guarda nas futuras batalhas que terei de enfrentar e fazendo dela o mais jovem elemento do meu exército.

1 comentário:

Anónimo disse...

O evangelho segundo The Great!!